quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Melhores de 2020

 

Melhores filmes 2020

 

1917

Eu Sou William

O Menino que Cobriu o vento

Farol

Soul

O Caso Richard Jewell

O Dilema das Redes

Crise em 6 Cenas

A Vida dos Outros

Passaro  Pintado

 

Diretor:Sam Mendes (1917)—Joaquin Ohoenix por “A Pé Ele Não Chega La” de Gus Van Sant--Atriz:Cyntia Erivo por “Harriet” de Kasi Lemmons.

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

"Soul"

 

Com o titulo em português “Neste Mundo e no Outro” para “A Matter pf Life and Death”belo filme de Michael Powell e Emeric Pressburger a animação “Soul”(Alma) de Peter Docktor(diretor de “Up”) trata de almas livres dos corpos que não querem entrar no cé pois acham que têm muito ainda a fazer na vida. Uma dessas almas é de um instrumentista de jazz que está com data marcada para estrear num banda mas acaba caindo num bueiro e dado como morto. No além ele se torna amigo de outra alma que está presa a compromisso terreno. Os dois(ou as duas) resolvem sair da fila de entrada no além e mergulham na vida física. Mas na descida trocam os corpos. O saxofonista resta num gato e o amigo no corpo do musico. É difícil trocar as almas mas enquanto isso observa-se como essas criaturas aparecem adiante de outros.

Um enredo digno de quem fez a quela historia do velhinho que busca a juventude. Mais um desenho criativo da PIXAR e além das imagens bem dosadas, com  primeiro herói negro, brinca com o que resta depois da morte, começando com as filas de almas que a gente lembra como acontece agora na pandemia quando tantos “desencarnam”.

O valor da vida, a musica como vitamina da alma, tudo e o mais fica neste animação  em que o traço e a cor  associam-se às lendas e deixam o saldo de como e quando se deve valorizar a existência.

Uma animação que se associa ao que muito tem saído da produtora PIXAR (distribuição da Disney)); procurem ver .

sábado, 12 de dezembro de 2020

Kaye e Capra

 

No bojo da pandemia estou revendo filmes. Com muito prazer revi “O Inspetor Geral” de H.Koster com Danny Kaye. É o atestado da capacidade cômica de Kaye. É hilariante vê-lo e, diversas situações que o fazem passar por uma autoridade que chega à uma cidade do tempo de Napoleão confundido com o inspetor que pode flagrar os corruptos do governo. Tenho em minha videoteca quase todas as comédias de Kaye mas infelizmente duas que eu gosto muito não tocaram mais, uma delas “Um Rapaz do Outro Mundo”(Wonder Boy) que ele fez para o produtor Samuel Goldwyn(aqui distribuídos pela RKO). Kaye morreu cedo. Curioso é que a mulher dele, Sylvia Fine, compositora das musicas que ele cantava e dançava, morreu logo depois.

                Revi também os primeiros filmes de Frank Capra.Ele ainda assinava Frank R. Capra.o R de Rosario um sobrenome de batismo. Frank(Francesco)  era italiano e migrou com mãe e irmãos para os EUA seguindo um irmão mais velhos. Sem recursos chegou a ser jornaleiro. Mas conseguiu se formar em química a entrou para o cinema com a proeza de conquistar a simpatia do chefe da Columbia, empresa pequena que fazia muitos seriados e faroeste. Seu “Dirigivel”(Wings/1932) usou orçamento maior e Cohn, o dono da empresa fez a aposta :ou faturava ou era despedido. Faturou e começou tipo de filme que a Columbia não fazia.

                Os dois primeiros longos Capra fez com o comediante Harry Langdon, um dos artistas contratados pelo produtor Mack Senett, formando um grupo de atores que fez a comédia muda ( visual por excelência).Depois conseguiu emprego em estúdio e passou aos longas sonoros quando dirigiu dois filmes sobre a aviação, o citado “Dirigivel” e “Asas do Coração”(Flight).

                Em 1932, já no cinema sonoro, Capra deu a mão (e o coração certamente) a Barbara Stanwick, jovem atriz que não andava bem com o marido. Fez com ela dois dramalhões: “Mulher Miraculosa”( Miracle Woman  ) e “Mulher Proibida”(Forbidden Woman). Outros sucessos comerciais da Columbia. Graças a eles  fez “Aconteceu Naquela Noite”(It Happened One Night) com o disputado galã da época Clark Gable e Claudette Colbert. O filme ganhou Oscars. O primeiro de Capra. Daí partiu para clássicos indeléveis como “Loucura Americana (American Medness), “O Galante mr Deeds(Mr Deeds goes to Town),”Do Mundo Nada se Leva( Aesenic end old lace/Oscar de seu ano )  “A Mulher Faz o Homem”(Mr Smth Goes to Town),até chegar a documentários sobre a Segunda Guerra ao antológico “A Felicidade Não se Compra(It’s a Wonderful Life).

                Capra  chegou a mais de 90 anos e deixou marca no  cinema universal. Seus filmes chegaram ao DVD e acho que so perdi, dos longas, “O Pinto Calçudo”(   que fez com Harry Langdon.

                Cheguei a corresponder-me com ele a proposito de “A Felicidade...” e fui convidado a ver a entrega dos Oscar(não fui). É sempre bom rever seus filmes. Faço agora por conta da prisão domiciliar ofertada pelo vírus que da China se propagou mundo afora produzindo cemitérios.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Mank

 

                “Mank”o filme que está na Netflix, pretende contar como estava Herman Mankiewicz na época em que foi procurado por Orson Welles para fazer o roteiro de “Cidadão Kane”. Quem é fã de cinema sabe do rolo que deu a historia filmada que tinha a ver com Randolph Hearst, o magnata dono de órgãos de imprensa na Los Angeles dos anos 30/40, vendo-se na pele de  Charles Foster Kane (Welles) emocionado (e morrendo) ao pronunciar “Rosebud” -e apesar de não ser explicito o nome tratar da vagina da amante de Hearst, a atriz Marion Davis. Seria um abuso que fez com que Hearst tentasse queimar o negativo do filme correndo estúdios para compra-lo e perdendo terreno para a RKO então a produtora. Claro que  a realidade estava maquilada por Mank e Welles. Por sinal que o primeiro acabou ganhando um Oscar e Welles passar bom tempo dizendo que também escrevera o “script”. Bem, “Kane” foi perseguido mas acabou consagrado como o clássico maior da cinematografia.

                O filme de agora, dirigido e escrito por David Fincher,explicita a mascara de Herman (o Mank de Mankiewicz). Mas deixa pouco da relação com Welles e “Kane”. Prefere mostrar o roteirista entre muita cana e pouco trabalho na indústria do cinema. É longo, cansativo e inócuo. A mim cansou. E nada disse a mais do que já  sabia pela dupla que gerou um verdadeiro clássico.

 

sábado, 5 de dezembro de 2020

Sandra 50

 

                Eu costumava usar dos adjetivos contrários no sentido de dar sorte. A Sandrinha ganhou essa postura. Não seria um anjinho (nem de pau oco como se dizia aos falsos de então). Era do diabo, acrescida “do inferno e da bubônica”(a famosa peste de muito anos desse corona de merda que anda por aqui). No bojo do “elogio” veio coisas como a ligação com a matança dos inocentes por Herodes. Eu cantava; “O rei Herodes(bis) mata criança mata tudo sim senhor,/ o rei Herodes,/ ele sim é o matador”.

                Sandrinha era branca como a neve e nem por isso seguiu 7 anões. Não sei que contou tantos namorados. Mas deve ter chegado perto. Foi a ultima da prole de Luzia, isto quando já se pensava ter encerrada a fabrica (5 anos depois de Claudia, a terceira). Fez a sua magica do além e meteu na mãe o medo de uma menopausa precoce. Mesmo assim a “fabrica’já tinha 30 anos e depois só deu esboços de gente(contou-se dois). Como caçula, ganhou algum mimo. Mas a peraltice empurrava isso. E tinha espasmos mediúnicos como ver gente de uma vida passada. Amigos espiritas aplaudiram e pediram que ela parasse de se corresponder com  a mãe do além.

                Até por ser natural formou-se em psicologia. Teve um casal de filhos e um marido dedicado e vindo da praça carioca. Hoje festeja aniversario (50) na quase centenária casa do Mosqueiro. Já na marca dos oitenta; Mãe e pai abraçam no ritmo da atual pandemia, ou seja, por computador e/ fone. Pensamos abraçar muito a Sandrinha aos 51. Por aí já não será do inferno e da bubônica, Nem de vírus. Continuara sendo a querida caçulinha que viaja na velha Rural ou no primeiro Fusca de cabeça para baixo no banco traseiro.  

                Felicidades Sandrinha dos anos, do céu e da saúde, Sem mesmo de estar dizendo o contrário.

sábado, 17 de outubro de 2020

Fabio Barreto

 

Fabio Barreto morreu em 2019 dez anos depois de ter sofrido um avc (derrame) quando propagava seu filme “Lula, O Filho do Brasil” que fez com Marcelo Santiago. Talvez o melhor filme desse diretor, irmão de Bruno (diretor de ‘Romance da Empregada” entre 28 titulos até no exterior)e filho de Luis Carlos e Lucy, personagens importantes da historia da cinematografa nacional.  Na época do derrame o filme sobre o então presidente ele era não só elogiado como candidato a muitos outros projetos. O cineasta passou mais de ano em coma. Tudo hoje é Historia. Não se imagina como Fabio veria o que aconteceu a Lula no correr dos anos. Faria outro filme ?(sequencia do primeiro?). No panorama atual do país talvez o tema estaria proscrito de muitos autores. Talvez anos depois, quando Lula deixar este mundo, o cinema se volte ao tema. É sempre assim, um bafo de saudade cerca o tempo. O que se sabe é que hoje pouco de vê do que fez Fabio Barreto. O filme sobre Lula existe em copias dvd e bluray. Não faz “sessão da tarde”. Prefere-se mesmo ler (ou ver) o passado como passado. Sem efeito secundário. Bem Brasil.

sábado, 10 de outubro de 2020

Cirio sem cirios

 

                Cirio sem a procissão das aguas imaginada por Carlos Roque, sem a trasladação que eu via do pátio de minha casa, na av S. Jeronimo, sem a grande romaria que ia assistir, levado por minha ama, Artemisia (chamada Cabocla) de uma casa na av Nazaré, sem os brinquedos do arraial que eu frequentava especialmente os “aviões” com nomes de times de futebol(o meu era o Paissandu),sem a procissão do ultimo domingo da festa que passava (como a trasladação) na minha rua.Sem nada disso vejo um ano cabalístico, o pior de meus 84 e um dos mais trágicos ´para a humanidade.

                Este ano um minúsculo intruso muda tudo. E mesmo assim pode gerar infecções por romeiros teimosos.

                O Cirio resistiu as pandemias passadas como a Gripe Espanhola  e Asiatica. Entra na historia do Coronavirus como uma intromissão maldita. E esta maldição atinge mais de 200 anos. Lembro de ter visto mais de 80 Cirios . Com dois anos cheguei a ir no Carro dos Anjos devidamente “fantasiado”. Senti a festa popular por excelência. Nenhum paraense era alheio ao que se fazia no segundo domingo de outubro. Este 2020 dá pena.

                Li numa revista nacional que 2020 não é o pior. Houve um dos anos 500. Citam fenômenos atmosféricos e isto não afetaria agora, numa época em que a ciência se desenvolveu e o mundo só teme uma guerra nuclear vendo nações exibindo armas destruidoras como símbolo de poder. Agora seria aventar um futuro próximo. E o vírus assassino de hoje parece blefar com isso dizendo que nem é preciso bombas nucleares para matar multidões.

                Um Cirio sem círios restou para a soma dos tempos.