segunda-feira, 4 de julho de 2022

Alphaville

No auge da pandemia revi “Alphaville” de Jean Luc Godard. É um dos filmes menos “rebeldes” estruturalmente do famoso cineasta francês. Mesmo assim não apresenta uma linguagem que na época se chamava de acadêmica (curioso por tratar do futuro).

Na estreia por aqui eu tenha minha coluna diária em “A Provincia do Pará” e chamava Godard de “João Louco Gozado”. Isso irritava  meus colegas de outros jornais como o compadre Isidoro Alves.

O filme (dos anos 60) dá um feliz retrato do hoje se faz. É puro seculo21. E acessível a todos, inclusive abraçando Anna Karina que era a mulher do diretor.

Foi bom rever.


sexta-feira, 10 de junho de 2022

Pureza

 

“Pureza”o flme é um drama em primeira pessoa onde uma roceira exibe o amor materno sem dizer quem é o pai dele, como cresceu e como decidiu sair de sua pobre casa para tentar a vida com os garimpeiros, sem que se exiba como de praxe e, melodramas se há uma namoradinha incentivando o rapaz.

O filme pretende exibir o quadro dos homens do campo perseguido pelo banditismo que antes dele quis enriquecer na região apadrinhado pela violência,

O enfoque politico voa por cima. Mas a ele se volta a mãe que busca o único rebento.  Ela chega a ir ao encontro de autoridades tratar de seu problema (e obviamente de semelhantes). Dira Paes é a força motriz do trabalho dp diretor Renato Narbieri, Ela consegue exibir a mascara da sertaneja sofrida. Está além dp argumento que foge do realismo a abraçar um happy end.

A mim o filme é da Dira. O drama dança na formula de cinema comercial da velha Hollywwood.  

segunda-feira, 28 de março de 2022

 OSCAR 2022

Não fiz aposta no OSCAR deste  ano. Talvez porque não tinha um filme favorito. Por isso não vi o final da cerimonia na TV e perdi o soco de Wll Smith no cara de quem fazia graça com a peruca da mulher dele. Mas foi curiosa a supremacia dos surdos em “Na Batida do Coração”(Coda).

         O que me pareceu exagerado foi o que se deu a “Duna”, um drama politico na área da sci-fi com a linha expressionista no longo tratar.

         Daria mais prêmio a “Belfast” mas foi bom elevar Jane Campion, que estava afastada. E se apostasse ganharia o premiado estrangeiro, denso “Drive my Car”.   

         Creio que o Oscar 2022 surpreendeu os apostadores habituais. Surpresa foi Will Smth treinar boxe. E não jogarem as piadas dos apresentadores que sucederam a Bpb Hope.

         E o OSCAR permanece atração a quem gosta de cinema.E não se permuta mais em que cinema tal filme vai levar.Agora é em canal de TV para assinante.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

E O OLYMPIA 110, COMO VAI?

 

O cinema Olympia, hoje pertencente a PMB,, completa no dia 24 de abril, 110 anos. É o mais antigo do país em funcionamento e no plano internacional. Nesse tempo todo só parou uma vez, durante a Revolução  de 1930. Mas não tanto quanto agora, quando a pandemia, patrocinada por formas de vírus, já o deixa parado por quase dois anos.

            Nesse tempo todo de silêncio, o tradicional Olympia nem mesmo aproveita o pavor de uma doença, ele que não fechou as portas para outras praga como a febre amarela, de seus verdes anos, para uma substancial reforma que entre outras benesses lhe daria um projetor digital (como os cinemas  modernos) e bom aspecto do salão de projeções.

            O Olympia não pode parar. Foi uma luta segura-lo quando o então dono, Severiano Ribeiro, resolveu fechá-lo. O povo paraense, tendo o Cine Olympia em sua memória histórica e documental quer vê-lo de volta, cumprindo a sua missão de ser parte da vida da capital paraense desde a época da borracha nativa, das pequenas salas de cinema mudo e a exigência de elegância no trajar para se ver na tela aventuras de Douglas Fairbanks ou comédias  geniais de Chaplin.

            O amigo Edmilson Rodrigues, atual prefeito de Belém , deve olhar para o velho Olympia como um símbolo de sua terra.

sábado, 21 de agosto de 2021

Viagem Fantastica

 

Otto Klement foi premiado por sua historia chamada “Fantastic Voyage”filmada em 1967 por Rixhard Fleischer. Quando esteve em nossos cinemas e vídeo chegou a empolgar os alunos de medicina, Eu já era veterano na profissão e recomendei o filme. Reforço a recomendação. Um grupo de cientistas é miniaturizado e inserido no  corpo de um espião americano com uma bala na cabeça tornando-o incapaz de revelar o que sabe. A missão é destruir o edema provocado pela bala e com isso permitir que o homem volte a falar.

Um “passeio” num submarino especial por vasos da cabeça e da área cardíaca mostra o interior do corpo humano com uma maestria incapaz de se ver em imagens fixas de aulas de anatomia & fisiologia.

O filme permanece maravilhoso. Um  passeio pelo organismo humano endossando o que um passageiro da “viagem fantástica” diz sobre o prodígio da criação.

sábado, 26 de junho de 2021

 CECIM

Vicente Cecim é a grande falta, este ano, da reunião dos críticos de cinema que escolhem os melhores filmes exibidos no período. Era o nosso Godard, aficionado pelo cineasta francês. Um grande amigo que chegou a fazer cinema em 8mm e dirigiu um documentário sobre minha cinemania. Escritor em linha de poesia criou  Andara, recanto onde morava a sua veia poética, lembrando a Pasargada dde Manuel Bandeira. Hoje ele partiu para este endereço magico de seu eu. Por lá deve curtir o cinema de Jean Luc Godard embalado na saudade que passamos a sentir com a sua ausência.

sábado, 22 de maio de 2021

Kong Vs Godzilla

 

Adam Wingard usou um arsenal de efeitos visuais para encenar a luta do monstro japonês Godzilla com o velho macaco americano King Kong. Claro que a maioria aposta no macacão. Surge até mesmo uma garotinha que idolatra o macaco. Lembrei daquela piada do Tarzan jogando pingue-pongue com a Jane e quando cai a bola ele pede para a Chita ir juntar e a macaquinha syrge toda quebrada recebendo do patrão a sentença: “-Eu disse Chita para buscar a bola de pingue – pongue não a de King Kong”.

O filme é o maior sucesso comercial da pandemia. Rendeu milhões mundo afora. Dá para imaginar o Kong contra o Corona (vírus). Uma pandega. O filme foi todo feito entre computadores. No fim.... bem não vou contar para não tirar a graça dos que se aventurama ver (em streamer pois na telona é ousadia).. Este é o cinema de 2021 quando até a transmissão do Oscar deu baixa. Cinema é telecasa. Kong cabe nas telas dispostas acima dos controles de estações e dvd.