quarta-feira, 18 de julho de 2018

Doador de Memorias


 “O Doador de Memorias”(The Giver) vem de um livro de Loïs Lowry que lembra muito “Divergente” de Veronica Roth.Ambas as obras literária acenam para outras historias de outros mundos como “Jogos Mortais”. Na pauta uma comunidade hegemônica no futuro onde todo mundo é manipulado no sentido igualitário, onde até quem nasce passa por um crivo em que sobrevivem os saudáveis. No caso faz-se alusão ao nazismo e também ao comunismo utópico. Há igualdade de etnia e humor como há limite inclusive geográfico para que não se contamine um posto em que inexistem guerras ou mesmo animosidades. Todos são iguais e há um policiamento para que assim seja e perdure.
            No filme do australiano Philip Noyce, ora em bluray, quem comanda o lugar é uma guardiã interpretada por Meryl Streep. Quem é o doador de memorias do titulo brasileiro é vivido por Jeff Bridges. Um dos jovens habitantes do lugar ganha a confiança de receber memorias de um velho habitante, afinal quem se rende ao “outro mundo” onde há desigualdades, até guerras, mas “há coisas que não se vê e se sente...como o amor”.
            O tema é sempre fascinante. Pode levar a diversas formas de enredo. E criticas sociais. Mas no caso do cinema resta um bom artesanato e um final reticente onde/quando quem foge do sistema despótico pode (ou não) se dar bem neste mundinho cheio de defeitos onde, afinal, se sente “mais alguma coisa além do vento”.
            A implicação filosófica é sempre interessante. Pena que o filme que ora se lança no mercado de vídeo é demasiadamente esquemático, traçando o conteúdo como uma trama quase policial com braço aberto na ficção-cientifica.
            De qualquer forma, “O Doador de Memorias” é um programa que não atiça o sono. Vi de um tapa. E achei engraçado ver Mary Streep de matrona despótica quase sempre navegando transparente por cenários “futuristas”(a ação se dá em 2049_) traçados com pouco recurso financeiro, driblando a improvisação “tapa buraco”.
            Programa curioso. Quem perdeu no cinema pode arriscar.



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