sexta-feira, 5 de abril de 2019

A Mula


“A Mula”(The Mule) o novo filme dirigido por Clint Eastwood baseia-se em um artigo publicado no The New York Times, em 2014, sobre Leo Sharp, um idoso de noventa anos que trabalhou como mula para o cartel de El Chapo no oeste norteamericano. Clint faz o papel de Earl Stone, homem que se desvia dos familiares, chegando a faltar ao casamento da filha, e acaba aderindo ao transporte de drogas para poder pagar despesas como a hipoteca de sua casa.
Clint não usa maquilagem. A velhice está presente no rosto enrugado, na magreza percebível, em certa dificuldade de locomoção. Mas é fato que Leo, aqui chamado Earl, faz mais de dez viagens para os drogueiros e acaba preso como única forma de escapar com vida dos próprios traficantes que percebem suas falhas (inclusive quando deixa tudo para ir ao encontro da esposa moribunda).
O filme é bem construído como os demais do diretor. E ele deixa a imagem que pede  o tipo principal. Quem viu CE em westerns desde os de Sergio Leone, lamenta que o ídolo das vesperais de ontem esteja vencido pelo tempo. Mas ainda dá conta da arte que abraçou. Seu filme do ano passado merece ser visto. Clint fará 89 anos em maio próximo. Quem o aplaude em tantos títulos que interpretou e dirigiu espera que passe dos 90. É um dos poucos heroicos veteranos do cinema.

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