segunda-feira, 15 de abril de 2019

O Cinema de Val Lewton


Val Lewton (Vladimir Leventon) nasceu na Rússia em 1904 mudou-se coma a familia para Berlim em 1906 e para os EUA em 1909. Foi jornalista e chegou a fazer até espaços de anedotas. Contratado pelo produtor David O. Selznick em 1933 passou a escrever para cinema chegando a fazer uma sequencia de “...E O Vento Levou”(1939). Em 1942 foi contratado pela RKO para produzir filmes de terror com baixo orçamento. Fez vários e ficou na historia por isso. Morreu em 1951 devido a infarto. Seus pequenos filmes dirigidos por Mark Robson, Jacques Tourneur, Robert Wise (estreando depois de uma fase na edição de longas como os de Orson Welles), e Gunther Fristh, ganharam espaço na historia não só do estúdio como da indústria cinematográfica em geral.
                É muito bom rever os filmes de Lewton na RKO. No Olympia serão exibidos “A Sétima Vitima”, “O Asilo Sinistro” e “A Morta Viva”. O ultimo é o mais caraterístico da fase. Uma jovem inglesa que morreu numa província africana é revivida na macumba até que se tire uma flecha encravada numa estatua em sua casa. O filme quando estreou em Belém, no cinema Independência, ganhou uma publicidade engenhosa. Passava só nas sessões noturnas “pois era muito forte como terror”. A iluminação expressionista e a edição que subtraia explicações evidenciavam o clima proposto pelo roteiro de Curt Siodmak e Ardel Wray com base num episodio do romance “Jane Eyre”de Charlote Bronté(irmã de Emily a autora de “O Morro dos Ventos Uivantes). O diretor era o francês Jacques Tourneur que havia feito para Lewton  “Sangue de Pantera”(Cat People), clássico que mereceu uma continuação ainda melhor (“A Maldição do Sangue de Pantera” de Wise & Gunther).
                Os outros filmes a serem exibidos refletem a maestria de Lewton em condensar a cenografia podando os gastos. Em “Asilo Sinistro”, por exemplo, ele trata de um hospício no século XVIII com o cuidado de não esvaziar a época limitando até mesmo as cenas de rua.
                Os filmes da RKO eram exibidos por aqui nas salas da empresa Cardoso & Lopes(Moderno,Independencia, Universal e Vitoria- antes chamado Rex). Muitas vezes eram exibidos com episódios de seriados. Davam muito publico. A critica ignorava-os. Mais tarde foram descobertos a partir dos textos franceses. Hoje estão no espaço devido de obras marcantes na historia do cinema. Os mais jovens devem conhecer. Os mais velhos vão checar boas lembranças.

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