sexta-feira, 7 de julho de 2017

Z, A Cidade Perdida

                O filme “Z, A Cidade Perdida”(The Lost City of Z/ Ingl.2016) passou correndo pelos circuitos de shopping existentes em Belém. E o curioso é que não agradou ao grande publico (quem viu afirmou que não gostou);. Na verdade poucos sabiam da historia do coronel inglês Percy Harrison Fawett que em 1925 sumiu na selva amazônica com seu filho Jack e um amigo. Eles procuravam uma suposta cidade perdida na mata e no livro de Davida Grann que deu margem ao roteiro do diretor James Gray eles acabaram capturados por índios e levados a um sacrifício que a narrativa cinematográfica não explicita(fica uma reticencia poética).
                O mistério em torno dos Fawcett não terminou  quando a ossada encontrada pelo sertanista Villas Boas que recebeu de índios Kalapalo ossos de “estrangeiros” não recebeu exame de DNA pela recusa de parentes do inglês desaparecido (a mulher dele é vista no ultimo plano do filme divagando pela possível vivencia do marido em uma terra estranha). O filme também se despede dos Fawcett(pai e filho) quando eles seguem em padiolas, guiados pelos índios antropófagos para um lugar que não é explicito e está no meio da taba entre sinais luminosos dos habitantes em uma noite.
                Gray filmou em locais distantes da nossa Amazônia. Mas o espaço não trai a imagem que a gente conhece. E quem acompanhou a odisseia de Fawcett por jornais e revistas ao longo dos anos (foram muitas expedições atrás dele) não se sentem frustrados. Há um cuidado cenográfico muito bom auxiliado por uma fotografia que capricha na luminosidade parca da selva circundante.
                O filme pode cansar quando detalha a vida de Fawcett antes da aventura que lhe fez sair da vida (pelo menos da civilizada), mas tudo é necessário. Um trabalho de folego(mais de 2 horas de projeção) que situa entre os melhores de tema amazônico.
                Quem não chegou a ver o filme nos cinemas (horários compatíveis só em copias dubladas) ganha chance em dvd. Ressalto o trabalho do ator Charlie Hunnan (de “Filhos da Esperança”). Não é bem o Fawcett que se viu em fotos de jornais mas dá força ao personagem.

                Um bom filme de um tema sempre interessante.

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