domingo, 5 de outubro de 2014

Hugo Carvana


      Quando o Cinema 1 de Belém anunciou a comédia “Se Segura Malandro” acrescentou que o diretor & ator Hugo Carvana estaria presente na primeira sessão da noite. Nesse dia, Manoel Teodoro, gerente da casa, mandou fazer uma faixa anunciando a estreia com a presença do artista. Mas de tarde, eu estava no escritório de Alexandrino Moreira no Banco Sul Brasileiro e chegou a chamada do próprio Carvana, que estava em Salvador, afirmando (eu falei com ele) que não poderia vir a Belém pois tinha parente enfermo no Rio.Corri para avisar o Manoel. Ele tirou a faixa mas já era tarde para dizer que Hugo não estaria presente.

            Nesse período perambulava pela cidade o cineasta pernambucano Clinton Villela. Eu mesmo havia começado um filme com ele, rodando cenas no Ver o Peso (numa sequencia, a barraqueira que vendia “erva de chamar dinheiro” explicava que o efeito era nos fregueses. Respondendo à minha pergunta afirmou que em si não pegava). Pois o Clinton, que vivia consumindo biritas na Lanchonete Um,resolveu desculpar a plateia da falta de Carvana. Subiu ao palco,e, quase caindo de tão porre, só sabia dizer: “-É. O Hugo Carvana não veio”. Era uma repetição incomodativa e em dado momento um espectador gritou:”-Tira esse bêbado daí”

            Manoel puxou Clinton que felizmente se equilibrou na queda. E o filme, muito engraçado, alicerçou a piada ao vivo. Nunca me esqueci disso e hoje lembro com saudade, pois o Hugo Carvana morreu. Nunca veio à capital paraense. Só as imagens de seus filmes, especialmente de 3 que dirigiu: “Vai Trabalhar Vagabundo”, “Se Segura Malandro” e “Bar Esperança”.

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